Impacto
 
 
São Paulo viveu nos últimos dias, um fato jamais visto na 
história da cidade que move o país.
Momentos de terror, medo, insegurança e pavor, oferecidos pelo
PCC que causaram uma "zona" na cidade justificando o fato ao desejo
não atendido de novos uniformes, tv para assistir à copa e visitas
íntimas. "Vê, se pode!"
A população se desesperou, visto que a polícia não equilibrava
a situação. Funcionários dispensados mais cedo, aulas suspensas,
atividades comerciais encerradas mais cedo. Ficaram todos apavorados!
Pronto! O PCC atingira seu objetivo, mostrar quem comanda! Provocar
impacto e amedrontar a polícia.
A imprensa utilizou com o ocorrido um jornalismo
sensacionalista. Repetiam as cenas dos ataques sem parar, por vezes
dando a entender que ocorriam ataques a todo o momento.
Os fatos foram divulgados por diversos correspondentes de vários
países, tornando-os mundialmente conhecidos.
O fato é, como podem presidiários se comunicarem por meio de
celulares dentro dos presídios? Planejarem tudo minuciosamente, e
surtir o efeito desejado por eles? Não serão nossos agentes
penitenciários dando uma "mãozinha"? Não estaria o governo acomodado
demais com a questão de segurança e educação? E a causa disso não
seria também a acomodação da sociedade, que se acostuma com o pouco,
com o errado?
A sociedade não estaria inutilizando seu papel de “cidadão
Íntegro”? Falta pulso mais firme e opinião mais crítica. O correto
seria o palanque temer o povo, ao invés de o povo temer o palanque.
Deveria ser exigido e cobrado governos e governantes mais honestos que
se preocupem com o bem estar de todos e o crescimento da sociedade
como um todo.
O que me deixou muito chateada, transtornada e triste é a
questão de como essas pessoas com atos tão ruins, caráter
desprezível, idéias tão vazias podem interferir tanto na minha vida,
até mesmo na minha rotina, e na dos que estão a minha volta. Puxa,
eles não têm esse direito!

 

 

 

RITA CÁSSIA – 3º Publ